quinta-feira, 15 de janeiro de 2009



Eu que muitas vezes fui amada
E o caminho infinito, cheio de possibilidades...
Eu que outrora tinha a candura dos anjos

Agora tão cativa
Mergulhada no abismo do silêncio
Na sombra da imaginação
Com o coração que incomoda como a um corpo estranho
Eu que tinha a voz da verdade
e que lutava com voracidade
sem medo da liberdade

Agora tão alheia
Afogando-me em um mar de indiferenças
com o pudor entranhado em mim
Com o triste sentimento de não haver mais intocáveis

Eu que fui feliz
E agora um anjo decaído toma minha mão e indica o caminho para o nada


Michelle Matias

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