sábado, 14 de fevereiro de 2009






Queria fugir do meu falso “eu”
Um “eu” que não sei quem me impôs,
e que engole no primeiro sopro de vida a liberdade
Liberdade de descobrir pelo caminho o que nos faz de verdade
Descobrir por instinto o que nos torna humano

Mas não, não nos deixam respirar o ar da escolha
O ar da pureza, da descoberta interior
Não, eles
nos conduzem
Nos induzem
Nos educam
Nos indicam o itinerário
E nos vestem de moral, preconceitos, e valores,
que julgam eternos.

E quando um fio de lucidez ilumina o corpo e as idéias
Já não sabemos distinguir o que é genuíno
Já estamos embebidos com a voraz ancestralidade.
Com a inevitável convenção humana.
Michelle Matias

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