quarta-feira, 25 de março de 2009





Em meus atos há sempre o recato
E tudo que transparece disfarço
Tenho medo do conhecimento mútuo
E muitas vezes prefiro ficar mudo.

O brilho é maior quando não se dividi o mesmo prato
A falta de rotina deixa o céu mais estrelado
O mistério torna tudo mais belo.
Não me apego ao eterno.

Não me controle
Nem tampouco me sufoque
Não me ache em seu domínio


Não sou mulher de um só caminho
Gosto de me perder, para me encontrar.
E não há nada que me faça mudar.



Michelle Matias





Às vezes tenho lembranças que não são minhas
e que nem sei ao certo se as vivi
é como se houvesse outra vida
da qual eu não fiz parte.

Ou será a vida que inventei pra mim
A vida que me foi tirada
E que idealizo nos sonhos
Como forma de sobreviver ao real

Assim posso apagar as tentativas
Extravios, dias inúteis, sofrimentos perdidos.

Não será o sonho uma infinita e confusa atividade
Onde ensaiamos a vida?
E que no final resta uma fulgaz sensação de realização?
Apenas alguns instantes de frágil felicidade?
De uma felicidade fantasiosa...

Sonhos: idéias e imagens confusas que se apresentam ao nosso espírito.
Algo entre a utopia e a realidade.




Michelle Matias





Nada te ofereço.
Além de indiferente gemido
Além de minha agonia em viver
Minha insatisfação em não amar
Aquele amor lírico, infinito.
Não acredito no eterno
E peso o amor através
De vibrações, instintos.




Michelle Matias




De todos os livros que li
Principalmente aqueles que me leram
Não sei o que realmente aprendi
Mas sei do vazio que alguns preencheram
Saúdo a volúpia em cada texto lido, cada Livro acabado.
Cada instante acalmado pelas linhas da imaginação...

E fico extasiado, aflito com todos os livros que ainda hei de ler...
Com todas as palavras que ainda desconheço
Com todos os nomes e desnomes que as coisas (não) tem.
Mas sei que amo a arte e amo porque é arte, e só!





Michelle Matias





Rosas, Velas...
Vinho rose,
Eu e você.
Garçom: amor para dois!