quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Ponteiros de Chronos



Talvez tenha sido numa manhã entre tantas manhãs cinzentas, que uma sutil epifania – se é que posso chamar assim – se apoderou completamente de todo meu entendimento ou pensamento, até então, emaranhados, nas coisas que sempre acreditei.De repente – como algo que descobrimos pela primeira vez – é uma constatação que sempre estivera ali, a espreita. Mas, só de repente, as coisas tomam seu lugar, sua forma, sua concepção:
O tempo é absoluto!
Conceber o tempo é aceitar a verdade desnuda, a ditadura do relógio que não para. Infalível. É entender que não há como voltar atrás, nem convencionar o tempo passado ao nosso favor. É o que é. Impiedoso.Observem o relógio solar e seu gnômon certeiro, o tempo astronômico e seus objetos celestes, o tempo do relógio e a tirania acertada dos ponteiros. Inflexíveis. Num tique-taque, o tempo atravessa. Incessante. Num tique-taque, o tempo passa apressado. Imbatível. Para que tudo aconteça, o inexorável presente. Irreversível. Para que a vida se cumpra, o dia que passa. Inevitável.

2 comentários:

Vagner disse...

Muito bom seus textos prima! Consigo refletir um pouco mais sobre a vida.

Michelle Matias disse...

Refletir um pouco é sempre saudável.Valeu!Bjuss