quinta-feira, 27 de dezembro de 2012






Tantas pessoas insolentes
fingem que não sentem
quando na verdade dói...

M.M.


Subterfujo





Odeio
A impossibilidade dessa cidade
Esbarro-me com toda essa gente
tento sair pela tangente...


M.M.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Pão e Circo







As pessoas reclamam do Brasil, mas não entendem que o Brasil de hoje é o reflexo do Brasil do passado, e da falta de interesse do povo por política, lembrando que política não se resume em partidos políticos e sim em ser cidadão capaz de lutar pelos seus direitos e cumprir conscientemente seus deveres, se o povo não sabe se colocar como cidadão consciente e ativo, nada vai mudar, nunca.  Juntos, teríamos Ordem e Progresso e não essa alienação total.Nada Muda se você não mudar.


M.M.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Volúpia





Olhar indefinido...
Entre um bolero
E um tango argentino.


M.M.

invento





Viver então é isso?
Como se não tivesse sido?

domingo, 12 de agosto de 2012

Morra e comece a viver.



Não procuro mais respostas. Causas, efeitos, os porquês. O mundo já anda cheio de verdades. E mentiras necessárias. Todo mundo sabe tudo. Todos leem filosofia, entendem de arte, discutem religião. Todos especialistas. Não há nada que não possa ser rebatido. Tudo é argumento e contra-argumento. Não existem mais verdades absolutas, valores incontestáveis. Todo mundo pode tudo. Tudo é relativo.

Por isso, ando exercitando o nada. Ser nada. Nada.

Então, o que escrevo agora, pobre leitor, é sustentado pelo nada e comprovado por menos ainda. É. Apenas é. Por que não quero mais saber os motivos. O porquê de tudo. Eu simplesmente estou, eu simplesmente sou. Sou um corpo composto de pequenas unidades denominadas células. Um organismo vivo. Apenas uma máquina biológica complexa.

Como, Durmo, Expilo, Instinto.

Só.

Como um animal. Irracional. Sobrevivência da espécie. Que se resume com a extinção de indivíduos com baixo poder adaptativo. Adapto-me. Seleção natural da vida. Como um gesto espontâneo. Vulgar. Isso mesmo:comum, trivial, corriqueiro. Porque toda minha racionalidade tem sido usada senão irracionalmente. Apenas um conjunto dos tecidos vivos que perpetuam a espécie e a mantém viva. Viva. Apenas.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Beija-flor





Num vôo veloz do infinito
Alimenta de néctar e fascínio
O sorriso incontido...

M.M.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ser só, ser pó

Ardo em fogueiras de inquisição
Contorço-me complacente
Queimando toda contravenção
Como quem nada sente...


Redescubro-me cinza
Sublime insignificância de pó
Mas, libertária, íntegra, mística
Ressurgindo para saber ser só

Do chão todos tão agigantados
Caminham com seus passos rápidos
E embaralham-me à poeira

Depois de tanta terra absorvida
Desvendo uma composição distinta
E, de repente, já não sou só cinza


M.M.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Olho mágico






Trago um olho dotado
Olho de dentro pra fora
Sem ser notado
M.M.

terça-feira, 6 de março de 2012





O que tenho que seguir
caminho ou rédea
ou esse desejo de partir?


M.M.

Pesos e medidas





Tantos dias sem te ver deram-me liberdade
E todas as suas possibilidades
Um presente assustador este livre-arbítrio.


Tantos dias sem te ver deram-me sensatez
Ter nas mãos o peso, a medida
Entender porque tanto talvez.


Tantos dias sem te ver deram-me quietação
Aconchego-me melhor na cama
Concedo todos os nãos.

Tantos dias sem te ver deram-me desembaraço
Para me ver só, entender o que faz falta,
Misturar os restos, desatar os nós.


Tantos dias sem te ver deram-me caminho
Para ir atrás de descobrir
Nosso princípio, meio e fim.


M.M.



domingo, 5 de fevereiro de 2012

A quatro mãos




Queria que a vida
Fosse mais que segundas e suas feiras
Horários, pactos e outras tantas besteiras
Que, demais,
Não deixam brechas, para o que se deseja.


M.M.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Liberdade condicional





Segundo o Aurélio, livre – arbítrio é a “possibilidade de exercer um poder sem outro motivo que não a existência mesma desse poder; liberdade de indiferença”.
De maneira geral: é a liberdade de fazer escolhas, de tomar as rédeas de nossa existência. Dizer sim ou não. Pronto.
Pronto?No mínimo angustiante. Paradoxal.
Digo paradoxal porque livre – arbítrio não é também liberdade de indiferença? E ser indiferente é ficar à parte de qualquer posição determinada, uma pessoa desinteressada. Logo, não exerce poder, o indiferente não se importa. Está Apático.
Tudo bem. Sou livre para ser indiferente. Há várias formas de liberdade. Dizem.
Mas, eis senão quando o Aurélio ressurge, só que agora com a definição categórica dessa tal liberdade, desse modo: Liberdade é o “poder de agir, no seio de uma sociedade organizada, segundo a própria determinação, dentro dos limites impostos por normas definidas; Faculdade de praticar tudo quanto não é proibido por lei”. Hesitação. Como posso ser livre dentro de limites impostos? Dilemático.
Acho que vou me satisfazer com a “liberdade vigiada”, aquela concedida a um menor delinquente, que entregue a uma instituição deve ser reeducado, vigiado, regenerado.

Liberdade, um substantivo irresoluto!
...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Eu: pronome pessoal do caso reto





Você sempre quer informação
Procura saber da minha vida
Do que é feita minha composição

Eu já lhe disse: Sou empírica.
Falta - me a base científica
E sempre entro em contradição

Mas, não tenho contra-indicação
É, eu sei, há quem duvida
Já causei alguma confusão...

Aliás, tenho verdades estabelecidas
Quando quero sei ser persuasiva
E sou de amargar quando tenho razão.


M.M.