quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Liberdade condicional





Segundo o Aurélio, livre – arbítrio é a “possibilidade de exercer um poder sem outro motivo que não a existência mesma desse poder; liberdade de indiferença”.
De maneira geral: é a liberdade de fazer escolhas, de tomar as rédeas de nossa existência. Dizer sim ou não. Pronto.
Pronto?No mínimo angustiante. Paradoxal.
Digo paradoxal porque livre – arbítrio não é também liberdade de indiferença? E ser indiferente é ficar à parte de qualquer posição determinada, uma pessoa desinteressada. Logo, não exerce poder, o indiferente não se importa. Está Apático.
Tudo bem. Sou livre para ser indiferente. Há várias formas de liberdade. Dizem.
Mas, eis senão quando o Aurélio ressurge, só que agora com a definição categórica dessa tal liberdade, desse modo: Liberdade é o “poder de agir, no seio de uma sociedade organizada, segundo a própria determinação, dentro dos limites impostos por normas definidas; Faculdade de praticar tudo quanto não é proibido por lei”. Hesitação. Como posso ser livre dentro de limites impostos? Dilemático.
Acho que vou me satisfazer com a “liberdade vigiada”, aquela concedida a um menor delinquente, que entregue a uma instituição deve ser reeducado, vigiado, regenerado.

Liberdade, um substantivo irresoluto!
...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Eu: pronome pessoal do caso reto





Você sempre quer informação
Procura saber da minha vida
Do que é feita minha composição

Eu já lhe disse: Sou empírica.
Falta - me a base científica
E sempre entro em contradição

Mas, não tenho contra-indicação
É, eu sei, há quem duvida
Já causei alguma confusão...

Aliás, tenho verdades estabelecidas
Quando quero sei ser persuasiva
E sou de amargar quando tenho razão.


M.M.