sábado, 27 de abril de 2013

Um sopro de vida...





Abrigada nas ruínas
A lufa da verdade reapareceu
Cristalina...

O menino, desavisado, não a viu passar.
Alienado
Continuou no mundo a vagar...

M.M.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Consumismo





Você consome
ou é consumido?


Michelle Matias

terça-feira, 16 de abril de 2013

Tolere Já!





Até quando o cidadão brasileiro vai permitir e contribuir com todo e qualquer tipo de intolerância, abuso e impunidade exercida em nosso país.Até quando vamos deixar rolar livre, leve e solto toda a injustiça e abuso de poder daqueles que deveriam representar nossos direitos.Talvez muitos não saibam, mas temos leis que asseguram nossos direitos, e dizer que isso não funciona é fácil, difícil é o cidadão conhecer e exercer seus direitos e deveres de forma consciente.Então, antes de dizer que temos políticos corruptos, que não fazem nada pelo povo e não nos representam procure olhar para sua atitude enquanto cidadão, porque pelo que eu saiba somos nós que elegemos os mesmos para nos representar.Um grande e atual exemplo disso é a intolerância religiosa que vem tomando espaço na mídia, nas redes sociais e em todo e qualquer espaço que se deixem expressar. O Brasileiro não tem a mínima noção de que vive em um país LAICO, é, laico.Você sabe o que é isso?O Estado Laico deve garantir e proteger a liberdade religiosa e filosófica de cada cidadão, evitando que alguma religião exerça controle ou interfira em questões políticas. As liberdades de expressão e de culto são asseguradas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal. A religião e a crença de um ser humano não devem constituir barreiras a fraternais e melhores relações humanas. Todos devem ser respeitados e tratados de maneira igual perante a lei, independente da orientação religiosa. O que, teoricamente, deveria assegurar nossa imunidade à influência de dogmas religiosos, não é mesmo?Mas, como vivemos num país onde seus próprios cidadãos não têm a mínima noção de como e porque lutar pela verdadeira democracia, e só sabem fazer crítica ao que ele mesmo permitiu, fica difícil sair desse estado mórbido que nos encontramos.Poderíamos pelo menos nos calar, ao invés de alimentar a luta dos poderosos, que há muito tempo deixou de ser a luta do povo.

Michelle Matias

quarta-feira, 3 de abril de 2013



Tenho conhecidos católicos, evangélicos e espíritas, tenho conhecidos agnósticos, ateus e conhecidos que só acreditam em Deus.Parece complicado encontrar pontos e traços em comum em meio a tantos ritos, mitos, “verdades”, pois cada um julga como melhor ou pior a crença do outro.E esquecem que a religião antes de ser vista como uma criação humana meramente interessada em deter o poder da Verdade, é, antes disso, uma comunhão com o seu Deus, uma comunhão com o próximo que busca a fé e a força para atravessar os sofrimentos da existência, para travar batalhas entre o sagrado e o profano.Por isso, não acredito que exista uma religião melhor ou pior que a outra, como dizia Émile Durkheim: “Não existe religião alguma que seja falsa. Todas elas respondem, de formas diferentes, a condições dadas da existência humana”. E ele continua: “A religião é uma instituição, e nenhuma instituição pode ser edificada sobre um erro ou uma mentira.Se ela não estivesse alicerçada na própria natureza das coisas, teria encontrado, nos fatos, uma resistência sobre a qual não poderia ter triunfado”. Diante disso, não entendo aqueles que lutam e pregam sua religião com interesses próprios e mesquinhos na busca do poder pelo poder, como se a religião fosse motivo para separar não agregar.Condenando a religião ao interesse dos poderosos, ao interesse daqueles que se julgam detentor da verdade, da religião que melhor prega a Verdade de Deus e Jesus Cristo.Talvez por isso ainda não consegui escolher uma religião ou ser escolhida por ela, pois hoje os homens estão na frente de Deus em seus palanques religiosos, mas ainda espero que um dia a religião “cuide das realidades espirituais, porque das coisas materiais a espada e o dinheiro se encarregam”.

Michelle Matias