quarta-feira, 3 de abril de 2013



Tenho conhecidos católicos, evangélicos e espíritas, tenho conhecidos agnósticos, ateus e conhecidos que só acreditam em Deus.Parece complicado encontrar pontos e traços em comum em meio a tantos ritos, mitos, “verdades”, pois cada um julga como melhor ou pior a crença do outro.E esquecem que a religião antes de ser vista como uma criação humana meramente interessada em deter o poder da Verdade, é, antes disso, uma comunhão com o seu Deus, uma comunhão com o próximo que busca a fé e a força para atravessar os sofrimentos da existência, para travar batalhas entre o sagrado e o profano.Por isso, não acredito que exista uma religião melhor ou pior que a outra, como dizia Émile Durkheim: “Não existe religião alguma que seja falsa. Todas elas respondem, de formas diferentes, a condições dadas da existência humana”. E ele continua: “A religião é uma instituição, e nenhuma instituição pode ser edificada sobre um erro ou uma mentira.Se ela não estivesse alicerçada na própria natureza das coisas, teria encontrado, nos fatos, uma resistência sobre a qual não poderia ter triunfado”. Diante disso, não entendo aqueles que lutam e pregam sua religião com interesses próprios e mesquinhos na busca do poder pelo poder, como se a religião fosse motivo para separar não agregar.Condenando a religião ao interesse dos poderosos, ao interesse daqueles que se julgam detentor da verdade, da religião que melhor prega a Verdade de Deus e Jesus Cristo.Talvez por isso ainda não consegui escolher uma religião ou ser escolhida por ela, pois hoje os homens estão na frente de Deus em seus palanques religiosos, mas ainda espero que um dia a religião “cuide das realidades espirituais, porque das coisas materiais a espada e o dinheiro se encarregam”.

Michelle Matias

Nenhum comentário: