sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Zero à esquerda





Os donos do mundo
Me disseram vários absurdos
Que não sou bem sucedido
Nem faço reverência como devido

Os donos do mundo
Me disseram poucas e boas
Prometendo mundos e fundos
Num tom de quem apregoa


Os donos do mundo
Negociaram, decretaram...
Se eu não seguir o itinerário
O mundo engole meus passos

Como me engole a ilusão...


M.M.

Sonhos que dormem, sonhos pra dormir.





 Às vezes dá um certo arrepio
Como do vento na pele
Como lembrança má que ocorre
Como sentimentos que se repele
Ás vezes é como pranto
Como quando se espreme e sai entre os dedos
Como quando se escondem segredos
Como os olhos que se fecham entre as mãos
Às vezes o grito sai mudo
Como no peito a amargura
Como na garganta um soluço
Como doença que não tem cura
Às vezes é só silêncio
Como quando tudo tem que calar
Como o sonho que se quer lembrar
num simples acordar de súbito...

M.M.